Só a título informativo, Alice No País das Maravilhas foi escrito por um professor de Matemática, no ano de 1885, mas sei lá quantos anos ele levou para escrever essa obra que nos intriga até hoje! E vocês não leram errado: ele era sim professor de Matemática. Sinto informa-lhes que não era pedagogo ou letrólogo, pois é, perdemos uma boa oportunidade de nos gabar! Este homem de maravilhosa criatividade se chamava Charles Lutwidge Dodgson, mas insistia em ser chamado de Lewis Carrol (seu pseudônimo), pessoas criativas tem dessas coisas, sabe-se lá por que...
A verdade é que Alice nos intriga, depois de dois filmes, sendo um de desenho animado e o outro uma versão ótima e viajadérrima (se me permitem a utilização do termo). Ainda nos perguntamos o que aquela menina de rosto angelical (e até parecida com Angélica!), aparentando ter boa educação e sendo uma criança vai fazer atrás de um coelho que fala e acaba caindo dentro de um buraco?! Só se, as teorias que dizem que ela comeu um cogumelo alucinógeno ou fez uso de alguma erva que produz o mesmo efeito, estejam certas! Deve ser bem verdade, porque o nosso estudo enquanto pedagogas permitem a observação de que uma criança em sãs condições psíquicas correria de um bicho tosco feito esse coelho, que ainda por cima anda com um relógio, às pressas alegando que está atrasado! E o que dizer então da senhora Rainha de Copas com sua cabeça gigantesca e anda dizendo que quer que cortem as cabeças?! Isso amedronta. Que me perdoe o senhor Lewis!
Olhando pelo lado literário, a história é intrigante, bem escrita, com personagens interessantes, dinâmica... Infinitos adjetivos para enaltecê-la! Posso dizer que esta obra “me caiu feito uma luva”. Não, não sou viajada e nem uso nada alucinógeno, por favor, não me entendam mal! Apenas quero dizer que, por ser uma obra tão criativa, ganhou meu interesse para tentar entender o que uma criança vê nessa garotinha tão entediada que embarca em uma viagem surreal cujos personagens que merecem o mesmo adjetivo! Por falar nisso, eu só vim entender essa obra quando cresci, e minha mãe assegura que sou normal, que nunca tive problemas mentais ou qualquer coisa do tipo! Até gostava... da roupa de Alice, daqueles cabelos loiros, do coelho, das cores do gato, da dança do chapeleiro e fiquei com pena do pobre o Jaguadarte, criado na versão cinematográfica de Tim Burton. Triste fim, pobre do animal de caráter duvidoso, ela só quis defender a sua rainha!
Sim, mas até agora vocês devem estar se perguntando o porquê do título desta singela crônica, acertei? Pois bem, depois de “grande” eu cheguei à conclusão de que Alice tinha um twitter, ou vocês acharam que isso tudo foi apenas criação da cabeça de Lewis? Claro que não né?! Ela, a Alice em pessoa, viajava (só Deus sabe pra onde) e de lá mandava: Encontrei um @coelhoatrasado que corria com um relógio, muito lindooo! @LewisCarrol precisa escrever sobre isso. Ou: Apaixonei-me por um certo @Chapeleiro_Maluco que é um verdadeiro @GATO.SORRIDENTE=D! E por fim: Minha viagem pelo #paisdasmaravilhas tá sendo o máximo, mas tem uma tal de @RainhaVermelha que vive me perseguindo e ainda tive que matar aquele noiado do @JaGuAdArTe =/ E então é a vez de Lewis responder: tá bom @Alicedaerva, você venceu! Já estou escrevendo sobre sua fantástica viagem!
Nessa história toda eu só tenho pena da Rainha Branca, também criação de Tim, acho que é a única normal nessa história, ou não! O cabelo dela é todo branco e ela segue Alice no Twitter! É, cheguei à conclusão de que nada é normal quando visto de perto: moral da história de @Alicedaerva no #paisdasmaravilhas! Pois bem, tatodomundolouco.com.br! Essa coisa de internet, tecnologia fez a cabeça de Alice, talvez por isso ela tenha “viajado” tanto e o danado do Lewis já sabia isso há anos de diferença da época do wi-fi. Agora me coube uma dúvida de caráter conclusivo: será que a internet de Alice era, pelo menos, 3G? Porque se não foi, ela deve ter encontrado muitas dificuldades para ficar twitando o dia todo!
